DINÂMICA DO PROTOZOOPLÂNCTON, URBANIZAÇÃO E AGRICULTURA: UMA ABORDAGEM GEOAMBIENTAL DA QUALIDADE DA ÁGUA EM PISCICULTURAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n3-224Palavras-chave:
Biomonitoramento, Microbiologia Aquática, Poluição Aquática, ProtozooplânctonResumo
O objetivo do estudo foi documentar a composição, a abundância e a densidade de protozoários de vida livre na água de viveiros de piscicultura, o impacto da urbanização e da Agricultura, além de verificar a possibilidade de utilização desses organismos como bioindicadores da qualidade da água. O estudo foi desenvolvido em 20 pisciculturas e foram realizadas coletas amostrais nas duas estações hidrológicas, chuvosa (meses de setembro/2021 a abril/2022) e seca (meses de maio a agosto/2022). Para a composição das amostras qualitativas, foram realizados arrastos horizontais e verticais na superfície da água dos viveiros, enquanto cada amostra quantitativa foi obtida em rede de plâncton (malha de 50 μm). A abundância e a densidade dos protozoários foram apresentadas em (Ind mL-1). Foram encontrados protozoários de vida livre na água de 55% (11/20) das pisciculturas. Foram identificadas 8 espécies de protozoários todas do filo Ciliophora, sendo elas: Paraenchelys terrícola, Apospathidium terrícola, Spirostomum teres, Linostomella vorticella, Halteria grandinella, Sphaerophrya magna, Paramecium bursaria e P. caudata. As espécies com maior abundância foram P. terricola (106,26 Ind mL-1 na estação chuvosa e 105,09 Ind mL-1 na estação seca) e A. terrícola (82,15 Ind mL-1 na estação chuvosa e 85,63 Ind mL-1 na estação seca). Este estudo representa um levantamento preliminar do protozooplâncton em viveiros de piscicultura, sendo uma importante contribuição para o conhecimento da diversidade e distribuição de protozoários de vida livre. Embora os resultados obtidos não mostrem grande diferenciação de abundância entre os pontos amostrais, os protozoários de vida livre representam importantes ferramentas para análise de ambientes afetados por diferentes graus de poluição. No entanto, haverá continuidade nos estudos sobre a dinâmica e distribuição das comunidades de microrganismos aquáticos para ampliar o conhecimento da diversidade taxonômica e ecologia das espécies, principalmente em ambientes impactados.
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