REGISTRO DE LA PROPIEDAD INMOBILIARIA FRENTE AL DOMINIO PÚBLICO: ¿HASTA DÓNDE LLEGA LA PRESUNCIÓN DE REGISTRO EN RELACIÓN CON LOS TERRENOS MARÍTIMOS?

Autores/as

  • Maria Darlene Braga Araújo Monteiro
  • André Bruno Façanha de Negreiros

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-118

Palabras clave:

Registro de la Propiedad, Terrenos Marítimos, Dominio Público, Certificado de Autorización de Transferencia (CAT), Calificación Registral

Resumen

Este artículo analiza el régimen jurídico de los terrenos marítimos y sus acreciones, así como sus implicaciones para el registro de la propiedad, centrándose en el papel del registrador ante el dominio público no reflejado en el registro. Parte de la hipótesis de que dichos bienes forman parte del patrimonio de la Unión por mandato constitucional, siendo su titularidad original e independiente del registro, lo que limita la presunción de legitimidad del folio inmobiliario. La investigación adopta una metodología cualitativa, de carácter jurídico-dogmático, basada en el análisis de la legislación, la doctrina registral y la jurisprudencia del Tribunal Superior de Justicia. Se examinan el requisito del Certificado de Autorización de Transferencia (CAT), la relatividad de la presunción registral y los límites de la calificación registral. Se concluye que el requisito de regularización ante la Unión no constituye una innovación, sino una expresión del deber jurídico del registrador de garantizar la continuidad, la legalidad y la seguridad jurídica del sistema registral.

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Publicado

2026-05-23

Cómo citar

Monteiro, M. D. B. A., & de Negreiros, A. B. F. (2026). REGISTRO DE LA PROPIEDAD INMOBILIARIA FRENTE AL DOMINIO PÚBLICO: ¿HASTA DÓNDE LLEGA LA PRESUNCIÓN DE REGISTRO EN RELACIÓN CON LOS TERRENOS MARÍTIMOS?. Revista De Geopolítica, 17(5), e2479. https://doi.org/10.56238/revgeov17n5-118