DESIGUALDADES EDUCATIVAS Y RENDIMIENTO EN EL EXAMEN ENEM 2022: UN ANÁLISIS ESTADÍSTICO DESCRIPTIVO DEL CASO DE CEARÁ DESDE LA PERSPECTIVA DE LA SOCIOLOGÍA DE LA EDUCACIÓN
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-045Palabras clave:
ENEM, Desigualdad Social, Estadística Descriptiva, Capital CulturalResumen
Este artículo analiza las disparidades de rendimiento entre estudiantes de escuelas públicas y privadas del estado de Ceará, utilizando microdatos del ENEM (Examen Nacional de Bachillerato) 2022. La investigación se fundamenta en la perspectiva sociocrítica de Bourdieu (2014), que aborda la reproducción de las desigualdades a través del capital cultural, y en la epistemología decolonial de Quijano (2005), que problematiza la colonialidad del conocimiento. Metodológicamente, se realizó un análisis estadístico descriptivo (medidas de tendencia central y dispersión) sobre una muestra de 3,517 participantes. Los resultados demuestran una ventaja significativa para el sistema de escuelas privadas, con promedios más altos en Matemáticas (617 puntos) y Ciencias Humanas (577 puntos), lo que evidencia que el examen actúa como un mecanismo para legitimar las desigualdades de origen. Se concluye que el rendimiento escolar está influenciado por factores estructurales y socioeconómicos que trascienden el esfuerzo individual.
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Referencias
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