DA FISCALIZAÇÃO À RESILIÊNCIA: COMO O CONTROLE EXTERNO PODE CONTRIBUIR PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE REDUÇÃO DE RISCOS E DESASTRES
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-042Palavras-chave:
Controle Externo, Resiliência, Defesa Civil, Tribunal de ContasResumo
Os desastres causados por eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas tendem a aumentar, de forma que as estruturas voltadas ao atendimento devem se preparar adequadamente para desenvolver ações de redução de riscos e resposta aos eventos. Todavia, estudos que analisam a realidade brasileira mostram que as estruturas de defesa civil ainda possuem muitas deficiências. Os Tribunais de Contas são órgãos de controle externo responsáveis pela auditoria das contas previamente à análise do Legislativo. O processo de avaliação destes tribunais tem evoluído para formatos mais qualitativos, o que pode induzir a adoção de políticas públicas. O Tribunal de Contas do Paraná implementou o ProGov, que modifica a forma de avaliação das contas municipais. Este estudo analisou a avaliação das contas dos municípios do Núcleo Urbano de Curitiba para a temática de Defesa Civil a partir dos parâmetros presentes no questionário do Tribunal de Contas, levando em consideração o Marco de Sendai e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Identificou-se que os municípios possuem grandes defasagens em quesitos relacionados ao planejamento e às informações e sistemas. Deficiências na estrutura institucional também foram identificadas. Concluiu-se que o modelo de avaliação do ProGov, que incorpora vários requisitos das normativas nacional e internacional, possui a capacidade de influenciar positivamente na melhoria das políticas públicas de proteção e defesa civil.
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