SEGURANÇA OBSTÉTRICA E INDICAÇÃO DE PARTOS CESÁREOS: VARIABILIDADE DE CONDUTAS E O RISCO DE NEAR MISS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-044Palavras-chave:
Segurança do Paciente, Partos Cesáreos, Near Miss, Comunicação Interprofissional, Protocolos Clínicos, Segurança ObstétricaResumo
Objetivo: Analisar a segurança obstétrica na indicação e condução dos partos cesáreos, com enfoque na identificação de preditores de risco clínico, na variabilidade de condutas assistenciais e no risco de ocorrência de near miss materno e neonatal. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e descritiva, realizada por meio de busca estruturada no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com delimitação amostral na Coleção LILACS Plus e na base de dados MEDLINE. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas inglês e português. A estratégia de busca utilizou o cruzamento dos descritores: Segurança do Paciente, Partos Cesáreos, Near Miss, Complicações do Trabalho de Parto, Maternidades e Serviços de Saúde Materno-Infantil. Resultados: A amostra final foi composta por 6 artigos científicos. A análise evidenciou que a presença de distúrbios hipertensivos (pressão sistólica pré-operatória elevada), o menor número de consultas de pré-natal e o prolongamento do tempo cirúrgico atuam como preditores diretos de maternal e neonatal near miss. Constatou-se uma forte associação entre as altas taxas de partos cesáreos e o aumento da morbidade grave quando há variabilidade de condutas e desestruturação de fluxos institucionais. Como principais barreiras de defesa, a literatura demonstrou o papel crítico da comunicação interprofissional assertiva e a eficácia de guias clínicos estruturados – como o protocolo SAVE baseado em acrônimos mnemônicos e comunicação em alça fechada – aliados a ferramentas de monitoramento contínuo, como o Termômetro de Segurança da Maternidade, essenciais para mitigar danos e guiar escolhas proporcionais ao risco. Conclusão: A segurança obstétrica nos partos cesáreos exige a superação da variabilidade assistencial e das falhas na transição do cuidado. Torna-se imperioso consolidar a cultura de segurança por meio do desenvolvimento de ambientes digitais interativos voltados à predição, ao manejo clínico e à qualificação do cuidado com abordagens estruturadas no período pré, intra e pós-operatório.
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