EDUCACIÓN RURAL Y POLÍTICAS PÚBLICAS: EL CONOCIMIENTO POPULAR Y LOS MOVIMIENTOS SOCIALES COMO EXPRESIONES DE LUCHA Y RESISTENCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-091Palabras clave:
Educación Rural, Políticas Públicas, Conocimiento Popular, Movimientos SocialesResumen
La educación rural es una construcción histórica, política y pedagógica tejida a partir de movimientos sociales liderados por sujetos campesinos que buscan garantizar derechos, especialmente a una educación diseñada para y con su gente, basada en especificidades territoriales y culturales, y que garantice acceso, calidad y permanencia. Este movimiento contribuye a logros legitimados en marcos legales, las Políticas Públicas para la Educación Rural. Por lo tanto, el objetivo fue analizar la relación entre la educación rural y las políticas públicas educativas, resaltando cómo el conocimiento popular y las acciones de los movimientos sociales constituyen expresiones de lucha y resistencia en la construcción de prácticas educativas contrahegemónicas comprometidas con la emancipación de sujetos rurales. Esta investigación se desarrolló a través de una investigación bibliográfica y documental a través de un estudio de temas relacionados y el estudio de textos en: libros, artículos, disertaciones, tesis, plataformas digitales y periódicos; así como en la legislación educativa vigente. Las principales fuentes son: Arroyo (2006); Arroyo, Caldart y Molina (2004); LDB - Ley No. 9.394/1996; Resolución CNE/CEB n.º 1/2002; Coutinho (2009); Caldart (2004); Decreto n.º 7.352/2010; y Hage (2016). Los resultados demostraron que debatir la educación rural en el sentido aquí propuesto requiere reconocer que se trata de un proyecto político-pedagógico en constante disputa, ya que no surgió de una concesión del Estado, sino de un proceso histórico de luchas lideradas por movimientos sociales organizados que, a su vez, presionaron la transformación de las demandas colectivas en políticas públicas. Es una expresión de lucha y resistencia que busca garantizar el derecho a la diferencia sin renunciar a la igualdad de derechos. Por lo tanto, se concluyó que la Educación Rural no se limita a un espacio geográfico, sino que se configura como un movimiento permanente de resistencia para la garantía de derechos y el reconocimiento de la identidad, puesto que ha asegurado la ciudadanía de las poblaciones rurales, ofreciendo un proceso de enseñanza y aprendizaje acorde con las especificidades del campo.
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