DESPERTAR A LOS DE LA CASA GRANDE: LOS IMPACTOS DEL PROCESO DE ENCARCELAMIENTO EN LA SALUD MENTAL DE LAS MUJERES NEGRAS EN SALVADOR
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n2-154Palabras clave:
Encarcelamiento Femenino, Salud Mental, Mujeres Negras, Sufrimiento Psicológico, Escritura Desde la ExperienciaResumen
Considerando el crecimiento del encarcelamiento masivo de la población negra y femenina en Brasil, es fundamental profundizar el debate sobre sus consecuencias para la población criminalizada. Se entiende que el proceso de encarcelamiento, permeado por el racismo y el sexismo y vivido como un evento traumático, trasciende la privación de libertad dentro de su sistema de castigos, causando consecuencias físicas y psicológicas para las mujeres negras. En este sentido, este trabajo tiene como objetivo general reflexionar sobre los impactos del encarcelamiento en la salud mental de las mujeres negras encarceladas y condenadas en Salvador, a partir de un relato experiencial. Los objetivos específicos son: discutir el proceso sociohistórico del encarcelamiento de mujeres negras; describir el Proyecto "Cuerpos Indómitos y Mentes Libres" con mujeres encarceladas y condenadas en la Penitenciaría de Lemos de Brito; y reflexionar sobre la realidad psicosocial de la población objetivo de la intervención. El diseño metodológico adoptado en este estudio es el de un relato de experiencia articulado con la "Escritura desde la Experiencia" como herramienta metodológica. Los resultados se organizan en tres secciones. La primera aborda la llegada a la Penitenciaría de Mujeres del Complejo Penitenciario Lemos de Brito, las primeras impresiones y el impacto del encarcelamiento en la salud mental de las mujeres encarceladas. La segunda sección abarca el día de la presentación del libro de poemas escrito por las mujeres encarceladas. La tercera sección está dedicada a presentar mis experiencias en otro día de trabajo de campo, explorando aspectos de la violencia en la vida cotidiana de la población negra y la represión de las emociones como mecanismo histórico de supervivencia.
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