LETRAMENTO ESTATÍSTICO E EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NA AMAZÔNIA: INDICADORES SOCIOAMBIENTAIS, TERRITÓRIO E FORMAÇÃO CIDADÃ

Autores

  • José Ricardo da Silva Alencar
  • Cassia Regina Rosa Venâncio
  • Vania Lobo Santos Magalhães
  • Michel Pacheco Guedes
  • Viviane Corrêa Santos
  • Maria Elena Nascimento de Lima
  • Maria Jose de Souza Cravo
  • Penn Lee Menezes Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-070

Palavras-chave:

Educação Geográfica, Letramento Estatístico, Pensamento Espacial, Amazônia Legal, Indicadores Socioambientais

Resumo

A circulação de dados territoriais e indicadores socioambientais vem modificando as formas de interpretar o espaço geográfico e as desigualdades territoriais. No contexto amazônico, questões relacionadas ao saneamento básico, urbanização precária, queimadas e desmatamento evidenciam a necessidade de desenvolver práticas escolares voltadas à leitura crítica de informações quantitativas e espaciais. Este artigo discute aproximações entre Educação Geográfica, pensamento espacial e letramento estatístico. O pensamento espacial é compreendido como a capacidade de analisar relações de localização, distribuição, distância e escala na interpretação de fenômenos territoriais (NATIONAL RESEARCH COUNCIL, 2006), enquanto o letramento estatístico refere-se à habilidade de interpretar, avaliar criticamente e comunicar informações quantitativas presentes em diferentes contextos sociais (GAL, 2002). A partir desses referenciais, analisam-se possibilidades didáticas para utilização de indicadores territoriais na Amazônia Legal. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter teórico-analítico, fundamentado em referenciais da Educação Geográfica, da Educação Estatística e do pensamento espacial. Como exemplificação empírica, são apresentados indicadores públicos relacionados à cobertura de coleta de esgoto em capitais da região Norte, buscando evidenciar desigualdades territoriais associadas à infraestrutura urbana. Argumenta-se que o uso pedagógico de dados territoriais pode favorecer práticas investigativas, interpretação crítica de informações públicas e construção de argumentos fundamentados em evidências. Conclui-se que a articulação entre Educação Geográfica e letramento estatístico contribui para discutir problemas socioambientais concretos do território amazônico e ampliar possibilidades interdisciplinares no contexto escolar.

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

Alencar, J. R. da S., Venâncio, C. R. R., Magalhães, V. L. S., Guedes, M. P., Santos, V. C., de Lima, M. E. N., Cravo, M. J. de S., & Rodrigues, P. L. M. (2026). LETRAMENTO ESTATÍSTICO E EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NA AMAZÔNIA: INDICADORES SOCIOAMBIENTAIS, TERRITÓRIO E FORMAÇÃO CIDADÃ. Revista De Geopolítica, 17(6), e2627. https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-070