LETRAMENTO ESTATÍSTICO E EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NA AMAZÔNIA: INDICADORES SOCIOAMBIENTAIS, TERRITÓRIO E FORMAÇÃO CIDADÃ
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-070Palavras-chave:
Educação Geográfica, Letramento Estatístico, Pensamento Espacial, Amazônia Legal, Indicadores SocioambientaisResumo
A circulação de dados territoriais e indicadores socioambientais vem modificando as formas de interpretar o espaço geográfico e as desigualdades territoriais. No contexto amazônico, questões relacionadas ao saneamento básico, urbanização precária, queimadas e desmatamento evidenciam a necessidade de desenvolver práticas escolares voltadas à leitura crítica de informações quantitativas e espaciais. Este artigo discute aproximações entre Educação Geográfica, pensamento espacial e letramento estatístico. O pensamento espacial é compreendido como a capacidade de analisar relações de localização, distribuição, distância e escala na interpretação de fenômenos territoriais (NATIONAL RESEARCH COUNCIL, 2006), enquanto o letramento estatístico refere-se à habilidade de interpretar, avaliar criticamente e comunicar informações quantitativas presentes em diferentes contextos sociais (GAL, 2002). A partir desses referenciais, analisam-se possibilidades didáticas para utilização de indicadores territoriais na Amazônia Legal. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter teórico-analítico, fundamentado em referenciais da Educação Geográfica, da Educação Estatística e do pensamento espacial. Como exemplificação empírica, são apresentados indicadores públicos relacionados à cobertura de coleta de esgoto em capitais da região Norte, buscando evidenciar desigualdades territoriais associadas à infraestrutura urbana. Argumenta-se que o uso pedagógico de dados territoriais pode favorecer práticas investigativas, interpretação crítica de informações públicas e construção de argumentos fundamentados em evidências. Conclui-se que a articulação entre Educação Geográfica e letramento estatístico contribui para discutir problemas socioambientais concretos do território amazônico e ampliar possibilidades interdisciplinares no contexto escolar.
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