RESPONSABILIDAD CIVIL POR RIESGO ALGORÍTMICO: UN ANÁLISIS CRÍTICO DEL MODELO BRASILEÑO DE REGULACIÓN DE LA INTELIGENCIA ARTIFICIAL A LA LUZ DEL PROYECTO DE LEY N.º 2.338/2023

Autores/as

  • Renata Dantas de Oliveira Mercadante
  • Thales de Oliveira Machado

DOI:

https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-094

Palabras clave:

Inteligencia Artificial, Responsabilidad Objetiva, Riesgo Algorítmico, Gobernanza Regulatoria, Teoría del Riesgo

Resumen

Este estudio investiga los desafíos de imputar responsabilidad civil por daños derivados de sistemas de inteligencia artificial, resaltando la insuficiencia de los modelos tradicionales de responsabilidad subjetiva ante la opacidad estructural, la naturaleza probabilística y los diferentes grados de autonomía algorítmica. Se plantea la hipótesis de que el ordenamiento jurídico brasileño necesita adoptar un régimen híbrido de responsabilidad objetiva gradual, fundamentado en la teoría del riesgo tecnológico y la categoría de riesgo algorítmico intolerable, con responsabilidad solidaria imperfecta entre desarrolladores y empresas usuarias según el control ejercido y la contribución causal al riesgo. Metodológicamente, se emplea un análisis dogmático-crítico del Proyecto de Ley N° 2.338/2023 en diálogo con la regulación receptiva y los fundamentos de la responsabilidad civil por actividades riesgosas. La investigación demuestra que, si bien el proyecto avanza en la clasificación de sistemas según niveles de riesgo, persiste un déficit regulatorio en cuanto a la definición de causalidad probabilística, los criterios de imputación entre agentes en la cadena tecnológica y la distribución dinámica de la carga de la prueba en escenarios de opacidad algorítmica. Se concluye que se necesita un modelo regulatorio integrado, estructurado en funciones ex ante de gobernanza algorítmica y auditoría técnica, responsabilidad objetiva agravada para sistemas de alto riesgo, mecanismos para invertir la carga de la prueba basados ​​en la teoría de cargas dinámicas y un régimen de responsabilidad conjunta imperfecta, capaz de garantizar una protección efectiva para los perjudicados sin comprometer la innovación tecnológica.

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Publicado

2026-04-22

Cómo citar

Mercadante, R. D. de O., & Machado, T. de O. (2026). RESPONSABILIDAD CIVIL POR RIESGO ALGORÍTMICO: UN ANÁLISIS CRÍTICO DEL MODELO BRASILEÑO DE REGULACIÓN DE LA INTELIGENCIA ARTIFICIAL A LA LUZ DEL PROYECTO DE LEY N.º 2.338/2023. Revista De Geopolítica, 17(4), e2167. https://doi.org/10.56238/revgeov17n4-094