MEDICALIZACIÓN, SALUD MENTAL Y TDAH EN EL BRASIL CONTEMPORÁNEO: IMPLICACIONES EDUCATIVAS, SOCIALES Y TRANSDISCIPLINARIAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/revgeov17n6-080Palabras clave:
TDAH, Salud Mental, Medicalización, Educación, Transdisciplinariedad, BrasilResumen
El trastorno por déficit de atención e hiperactividad (TDAH) es uno de los diagnósticos neuropsiquiátricos más frecuentes en la infancia y la adolescencia, con importantes repercusiones en la salud mental, el rendimiento escolar y la dinámica familiar. En el contexto brasileño, el crecimiento exponencial de los diagnósticos y las prescripciones de metilfenidato en las últimas décadas ha generado un intenso debate público sobre los límites entre el reconocimiento legítimo del trastorno y la medicalización de conductas consideradas disfuncionales por las escuelas y la sociedad. Este artículo de revisión narrativa tiene como objetivo analizar las interrelaciones entre el TDAH, la salud mental, la medicalización y la educación contemporánea en Brasil, basándose en las directrices de la Asociación Brasileña de Psiquiatría (ABP), la Sociedad Brasileña de Pediatría (SBP), la Asociación Brasileña para el Trastorno por Déficit de Atención (ABDA) y la evidencia científica indexada en las bases de datos PubMed, SciELO y LILACS, publicada entre 2015 y 2025. La revisión abarca aspectos neurobiológicos, epidemiológicos, terapéuticos y socioculturales del TDAH, examinando críticamente el fenómeno de la medicalización de la educación y sus implicaciones para los niños, las familias y los docentes. Se destaca el modelo de atención transdisciplinario como una alternativa ética y clínicamente sólida, que articula la psiquiatría, la psicología, la pedagogía, la logopedia, la terapia ocupacional y el trabajo social. Concluye que abordar eficazmente el TDAH en el contexto educativo requiere tanto un diagnóstico riguroso como políticas públicas inclusivas, formación docente cualificada y redes de atención intersectoriales.
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Referencias
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